LANCE! OPINA: Liga dos Campeões nos tempos de Gagarin

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da 888: Pela primeira vez, cientistas da Nasa afirmam que corre água em estado líquido em Marte. E mais, ampliam as especulações sobre a existência de vida extraterrestre por lá. Pois é. No momento em que a agência espacial dos EUA anuncia descoberta sem precedentes, extraordinário avanço proporcionado pela tecnologia, e pulando do planeta vermelho para o azul, como garantiu Yuri Gagarin, vem a pergunta que não quer calar: você conhece alguém que esteja acompanhando a Liga dos Campeões da Europa como era possível até a temporada passada?

Loucura: piratarias à parte, e por conta dos conflitos de interesses entre as redes de TV, voltamos praticamente às décadas de 1960 e 1970, quando os resultados chegavam por telex, e os gols em raros flashes, acomodados na programação geral.

Na realidade, numa análise detalhada, perdem todos: o canal proprietário dos direitos exclusivos das transmissões, e que investiu pesado para tal, as operadoras que têm a maioria esmagadora de assinantes, e por extensão a grande audiência, os anunciantes, que não conseguem levar as suas mensagens satisfatoriamente aos consumidores, o torneio, que vira um quase fantasma, a Uefa e os clubes, que também acabam deixando escapar receita ainda maior, e é claro, o público, que é efetivamente o alvo principal de tudo.

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A propósito: a perda é significativa também porque todos correm o risco de perder os jovens que estão começando a gostar de futebol e fabricar seus ídolos. Como existem muitos canais e atrações distintas, as pessoas não se esforçam para tentar obter as imagens da Liga, por exemplo, na internet, ou pior, esquecem que haverá rodada do torneio. Mesmo porque, e passem a reparar, os noticiários impresso, digital ou eletrônico, estão abrindo espaços menores para a competição. Afinal, é difícil criar muita expectativa sobre o que não se consegue ver. Você nota isso quando comenta sobre partidas de Barcelona ou Real Madrid, citando apenas os dois monstros, e os interlocutores respondem desconhecer que um dos clubes jogou.

Ora vejam só: os marcianos estão quase descendo por aqui, e nós regressando aos tempos de Gagarin, quando a TV era em preto e branco, e restrita a uma meia dúzia de pessoas. Assim sendo, e levando-se em conta que o futebol hoje em dia é um grande e fabuloso negócio para todos, é fundamental que haja um consenso entre os interessados, para que o grande público, e aquele que efetivamente o divulga em larga escala, volte a acompanhar a Liga.

Até porque Messi e Cristiano Ronaldo, que são de Marte, podem voltar para o Planeta Vermelho e deixar nós todos a ver navios no espaço.

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